A Meditação do Dia - Gerson Borges

Ler é um exercício espiritual. O texto por excelência, a Bíblia, revela uma pessoa - Deus. Pessoas. Relacionamento. Vida. Eis o mundo da leitura! " Tome e Leia!" (Agostinho)

30.8.05

A Meditação do Dia : Salmo 131


Olá, queridos amigos da jornada! Deus seja com vocês!

Agora cedo, depois de recitar/orar o Salmo 131 ( " De fato, acalmei e
tranquilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por
sua mãe; a minha alma é como essa criança " ) e de ter claro o
conselho do autor de Provérbios sobre a necessidade de " sobre tudo o
que se deve guardar, guarda o teu coração " , escrevi a meditação
abaixo e gostaria de partilhá-la com vocês.

Nada é tão importante assim. Tudo passa. Aquele que faz a vontade, o
querer de Jesus vive para sempre. Amém.

Abraço amoroso, vosso servo,

Gerson



Desanimado, sobrecarregado, esbaforido,
Assoberbado, inquietado, absorvido,
É assim que tantas vezes eu percebo
O meu velho coração batento louco louco assim

Atarefado, preocupado, entristecido,
Encabulado, envergonhado, constrangido,
É assim que tantas vezes eu percebo em mim
Batendo angustiado e abatido,

O meu coração que é o centro da minha vida
O meu coração que o eixo de tudo o que sou
Ao meu coração que é de fato meu melhor amigo
Eu digo que vou escutar mas eu vou e não vou

Ah, como o mundo é grande e essa vida pequena
E nada é tão importante assim, meu Senhor
Peço desculpas ao meu coração ressentido
Comigo
Por dar tanta atenção a quase tudo
E a ele eu não dou.

9.8.05

A Meditação do Dia : Reanimação

Reanimação

Meditação do Dia
9 de agosto de 2005

Porque a porta é estreita, porque o caminho é apertado, porque o mundo está posto no maligno, porque o diabo está com prisão decretada, mas ainda parcialmente solto, porque “da sola do pé ao alto da cabeça nada há são” na criatura humana caída (Is 1.6), porque a maioria está do lado de lá e não do lado de cá, porque “os reis da terra e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu ungido” (Sl 2.2) — a caminhada rumo à glória é muito complexa, muito difícil e muito desgastante, e exige paradas para refrigério.

E é isso que o Bom Pastor faz: Ele nos restaura o vigor, Ele nos restaura as forças da alma, Ele nos reanima, Ele renova as nossas forças (Sl 23.3). Para tanto, nos faz repousar em verdes pastagens e nos conduz a águas tranqüilas. Ele nos manda pão e carne de manhã e de tarde (1 Rs 17.6). Ele faz aparecer um anjo para nos fortalecer (Lc 22.43). Ele nos faz ouvir em sonhos ou não a voz de Jesus, que nos diz: “Coragem!” (At 23.11).

A reanimação maior, porém, chega-nos pela informação de que o próprio Messias também precisa de refrigério. Depois de mencionar todos os desafios e todas as vitórias daquele que é “sacerdote para sempre”, o salmista diz que Ele “no caminho beberá de um ribeiro, e, então, erguerá a cabeça” (Sl 110.7). Ele mesmo, aquele que não tinha onde repousar a cabeça (Mt 8.20), precisou de águas tranqüilas, daquela torrente de água que sai de debaixo do altar e faz florescer o deserto da Judéia (Ez 47.1-12). Depois de beber a água dessa torrente, Ele levanta a cabeça e continua sua jornada até a apoteose final!

( De Ultimato )

5.8.05

Livro da Semana




Olá, queridos!


Tive a honra de estar em um retiro de espiritualidade cristã e ministar o louvor lá e em uma reunião no Aramaçan, Santo André com Philip Yancey, na semana passada.Yancey falou sobre o tema " Redescobrindo a Graça ".

Foi um tempo restaurador! Ele é sem dúvida um dos principais pensadores cristãos desta geração. Saiba mais sobre seu trabalho aqui : www.philipyancey.com.br.

Recomendo o seu novo livro, " A dádiva da dor ". Estou lendo e gostando.


Incluí uma rezenha publicada originalmente no site da Mundo Cristão, a sua editora aqui no Brasil . Para ler o primeirto capítulo online, clique aqui : http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10482&cod_categoria=4

É ler para crer!

Abração do
Gerson

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Já imaginou um mundo sem dor?

Há dois fatos da vida que perturbam praticamente todas as pessoas, e com os quais quase todo o mundo tem enorme dificuldade de lidar. Um deles é a inexorabilidade da morte; o outro, a inevitabilidade da dor. Por isso, é mais fácil aceitá-la como desdita em vez de bênção.

Fugimos da dor de todas as maneiras possíveis. Viver num mundo sem dor, portanto, parece ser o lugar ideal para a civilização ocidental, acostumada a gastar boa parte de seus orçamentos em remédios para aliviar todo o tipo de dor.

Entretanto, em seus longos anos lidando com pacientes acometidos pela lepra Paul Brand vivenciou a tragédia de viver num mundo sem dor, no qual por total insensibilidade ao toque, homens e mulheres, dia-a-dia, atrofiavam seus membros, numa automutilação sem fim.

Quando ninguém, nem mesmo a classe médica, importava-se com os leprosos, Paul Brand motivado por um forte sentimento de caridade pelos renegados e uma incontrolável paixão científica, decidiu dedicar a sua vida para lidar com aqueles que sofrem por não sentir dor.

Em sua investigação, Dr. Brand traçou o mecanismo da dor no ser humano e mostrou como ela precisa ser melhor compreendida. “Ouça a sua dor. É o seu corpo falando com você”, dizia. Em A dádiva da dor Yancey nos conta como esse simpático doutor colocou a dor em seu devido lugar – uma presente daquele que nos fez para que soubéssemos quando estamos maltratando sua preciosa criação.

Sobre os autores:

Paul Brand (1914-2003)
Ortopedista e cirurgião renomado, filho de missionários, o dr. Paul Brand passou os primeiros anos de sua vida nas montanhas do sudoeste da Índia, de onde saiu para estudar na Inglaterra. Formado pela Universidade de Londres, voltou à Ásia em 1946, já casado com Margaret, para ensinar no Colégio e Hospital Cristão de Vellore. Neste retorno à Índia, o casal começou a trabalhar na assistência aos chamados “mendigos leprosos”, gente execrada por uma sociedade regida pelo sistema de castas. Foi assim que Brand desenvolveu um tratamento para as deformidades causadas pela doença, bem como uma nova forma de atendimento, mais humanizada.

Palestrante e escritor, recebeu vários prêmios e títulos, inclusive o de Comandante do Império Britânico, concedido pela própria rainha Elizabeth II, em 1961. Escreveu uma centena de textos científicos e sete livros, três deles com Philip Yancey: A dádiva da dor, As maravilhas do corpo (publicado por Edições Vida Nova) e In his image (À sua imagem).

Philip Yancey (1949)
Escritor e jornalista, Philip Yancey viveu toda a infância e início da adolescência no ambiente de uma igreja fundamentalista do sul dos Estados Unidos. Assim, formou a imagem de um Deus legalista, nervoso e pronto para castigar sem misericórdia o menor deslize. Se de um lado as muitas leituras — em sua maioria, seculares — e o início da vida acadêmica conduziram Yancey ao questionamento das estruturas eclesiológicas, por outro pavimentaram o caminho para a descoberta de uma fé e de um relacionamento com Deus verdadeiramente fundamentados na graça.

Autor de sucesso, com mais de 14 milhões de livros vendidos em diversas línguas, Philip Yancey já escreveu para revistas e jornais de prestígio, como Reader's Digest, Saturday Evening Post e Christianity Today. Atualmente, além das atividades editoriais, ministra palestras em vários países, inclusive no Brasil, onde se tornou referência em literatura cristã.

Outros títulos de Philip Yancey publicados no Brasil pela Editora Mundo Cristão

Alma sobrevivente

Decepcionado com Deus

Desventuras da vida cristã (com Tim Stafford)

( do site da Mundo Cristão : www.mundocristao.com.br )

Sagrado coração de Jesus

A Meditação do Dia

Sagrado coração de Jesus

" Acima de tudo, guarde o teu coração,
pois dele depende toda a tua vida . "

Provérbios 4.23

Eu devia ter uns 7 ou 8 anos e gostava de brincar com André, um menino mais novo, bom amigo, meu vizinho no subúrbio carioca. André tinha mais brinquedos que eu e tios muito engraçados. Mas uma coisa era especialmente interessante e exótica para mim: eles eram católicos. Nas paredes, quadros de santos, imagens, crucifixos. Eu olhava aquilo tudo com a estranheza de um menino protestante em cuja casa o máximo de iconografia religiosa, digamos, era um quadrinho com a frase " Nesta casa não se fuma porque servimos ao Senhor", além de um painel do " Plano divino através dos séculos ", fruto do notável interesse que meu pai, teólogo e pregador leigo, nutria por escatologia cronológica, como se dizia nos meados dos bicudos anos 70. Com meus olhos gulosos de curiosidade olhava para aqueles ícones com um misto de temor e descoberta; o que era aquele " Sagrado coração de Jesus? ", uma imagem de Jesus com um olhar meio oblícuo e entristecido, segurando nas mãos um coração meio em chamas do qual emergia uma pequena cruz? Eu tinha medo daquilo e não sabia dizer o motivo.

Lembrei desse episódio ao meditar no texto de Provérbios 4.23, " Acima de tudo, guarde o teu coração, pois dele depende toda a tua vida . " O coração é sagrado mesmo. O divino e o humano. Aliás, o humano é divino e vice-versa.. O coração, não esse maravilhoso engenho de músculos cardíacos que bombeiam o sangue e mantêm a vida do corpo, é o centro da vida. O coração é a sede dos desejos, sentimentos e saúde da gente. Dizem que a casa das máquinas do homem é sua cabeça, seu cérebro, o crânio. Não é. É o coração quem manda em todos nós. Vivemos a partir do nosso coração. Onde estiver nosso coração, ali estará o tesouro da nossa vida, disse Jesus. O mal, ele acrescentou, não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai do seu coração, fonte contraditória de benção e maldição, ternura e barbárie, adoração e blasfêmia.

Pergunta: como manter sagrado o meu coração?
Resposta: fazendo-o, por meio de uma busca faminta e orante, bater no pulso do coração de Jesus Cristo. O ritmo dessa batimento é mais ou menos assim: a-mor, a-mor, a-mor, a-mor; per-dão, per-dão, per-dão; gra-ça,gra-ça, gra-ça;

O coração de Jesus é sagrado mesmo. O nosso também. Desprezar isso é desejar a morte.

Oração: " No coração de Deus só há consolação, Alegria e perdão, Não existe ódio e nem rancor, De plena comunhão, Meu ser se satisfaz, Verdadeira paz, Pois Cristo deu-me o coração de Deus, O Pai ! " ( Cláudio Claro, " O coração de Deus " ). Amém.

Vosso servo, Gerson